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Saúde lança calculadora digital para auxiliar viajantes na prevenção contra o sarampo



A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) lançou nesta terça-feira (5) uma nova ferramenta digital para reforçar a proteção de quem planeja viajar: a Calculadora de Janela Imunológica do Sarampo. Disponível no site Saúde do Viajante, a plataforma permite que o usuário verifique se terá tempo hábil para que a vacina produza efeito antes do embarque, garantindo uma viagem mais segura.

O Paraná não registra casos confirmados da doença desde 2020, mas o Governo do Estado mantém o alerta devido ao aumento da circulação do vírus em outras regiões do Brasil e em países vizinhos. Somente neste ano, foram confirmados casos em São Paulo e no Rio de Janeiro, ambos importados do Exterior.

A ferramenta é simples e intuitiva: ao simular a data da viagem, o sistema calcula o período necessário para a resposta imunológica, que leva cerca de 15 dias após a aplicação. Dependendo do intervalo, a calculadora emite alertas personalizados. Se o prazo for adequado, a mensagem é de incentivo: “Você ainda tem tempo! Procure a unidade de saúde mais próxima com sua carteirinha”.

Caso haja indicação para receber a vacina e o tempo para a viagem seja insuficiente, a recomendação é de urgência. Na impossibilidade de cumprir o prazo ideal de 15 dias, a orientação da Sesa é que o viajante receba a vacina o mais rápido possível, inclusive no próprio dia do embarque, para que o corpo inicie o processo de proteção o quanto antes. Nesses casos, o aviso reforça a necessidade de medidas extras, como o uso de máscaras e álcool em gel durante o trajeto.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destaca que a tecnologia é uma aliada na manutenção da barreira sanitária do Paraná. Segundo ele, o Estado está disponibilizando uma ferramenta fácil para que a população tenha consciência do seu nível de proteção. “A manutenção das altas coberturas vacinais é fundamental para impedir o retorno de doenças já controladas. Precisamos garantir que crianças, jovens e adultos estejam com as doses em dia. Vacinar é um ato de responsabilidade coletiva”, afirmou Neves.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, reforça que a vacinação é a única forma de garantir que o vírus não volte a circular de forma sustentada no Estado. “A vacina é segura, gratuita e a nossa principal arma de prevenção. É essencial que as pessoas compreendam que, ao se vacinarem antes de uma viagem, elas não estão apenas se protegendo, mas impedindo que a doença seja trazida para suas famílias e comunidades”, afirmou.

ALERTA E VIGILÂNCIA – O monitoramento do vírus é constante, especialmente em áreas de grande fluxo. De acordo com o Ministério da Saúde, neste ano, até a semana epidemiológica 10, o País registrou 232 casos suspeitos e confirmou dois: uma criança de 6 meses, residente em São Paulo (com histórico de viagem à Bolívia), e uma jovem de 22 anos, residente no Rio de Janeiro, ambas não vacinadas. No Paraná, foram 42 casos notificados, sendo que 40 já foram descartados e dois seguem em investigação.

A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) do Paraná, Tatiane Dombroski, ressalta que o fluxo migratório é o principal fator de risco. “O sarampo circula em países vizinhos, como Bolívia, Argentina e Paraguai, além dos países-sede da Copa do Mundo 2026. É uma doença altamente contagiosa, transmitida pelo ar, e que pode evoluir para casos graves e óbito. Nossa orientação é que o viajante seja um agente da sua saúde e verifique a situação vacinal antes de sair de casa”.

ESQUEMA VACINAL – A vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde do SUS. A meta do Ministério da Saúde é atingir 95% de cobertura vacinal. Atualmente, de acordo com dados preliminares até o mês de março, o Paraná apresenta 93,84% para a primeira dose e 83,80% para a segunda em crianças menores de 2 anos.

SINTOMAS – Os principais sintomas do sarampo incluem febre alta, manchas avermelhadas na pele (exantema), tosse, coriza e conjuntivite. Caso apresente esses sinais após uma viagem, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde e evitar o contato com outras pessoas.

Confira as recomendações:

• Dose Zero: recomendada para bebês de 6 meses a menores de 1 ano que tenham como destino o Canadá, México ou Estados Unidos.

• 12 meses: primeira dose do calendário regular.

• 15 meses: segunda dose (conclui o esquema infantil).

• Até 29 anos: devem ter duas doses comprovadas.

• De 30 a 59 anos: devem ter ao menos uma dose.

• Profissionais da Saúde: duas doses, independentemente da idade.



Via AEN PR

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