Após mais de 10 anos, o governo pernambucano vai retomar o monitoramento de tubarões na orla do estado. A Universidade Federal Rural de Pernambuco venceu o edital e vai receber pouco mais de R$ 1 milhão ao longo de 24 meses para o rastreamento.

A partir de julho, pesquisadores ligados ao Núcleo de Educação Ambiental do Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade começam a observar 60 tubarões.
O trabalho não é exatamente para garantir a segurança imediata de banhistas. Os cientistas vão implantar chips nos tubarões para transmissão de dados e supervisão do comportamento dos animais
O estudo vai focar nas espécies Tigre e Cabeça Chata, que serão capturadas, marcadas com um chip transmissor, e devolvidas ao mar. Os chips passarão informações para receptores instalados ao longo da costa marítima, registrando a passagem dos tubarões monitorados.
As informações poderão contribuir com a prevenção dos incidentes, envolvendo os animais e banhistas, além de servir como subsídio científico para a construção de políticas públicas para garantir a segurança dos frequentadores das praias.
Segundo o Núcleo de Educação Ambiental, havia 11 anos que as parcerias interinstitucionais permanentes estavam suspensas, com exceção do Arquipélago de Fernando de Noronha.
De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões, 84 casos de ataques de tubarão foram registrados na orla do estado e também em Fernando de Noronha, desde 1992. Dois deles, aconteceram no último domingo e na segunda-feira. As vítimas, um menino de 11 anos e uma jovem de 19 anos, seguem internados no Hospital da Restauração, em Recife.

