sexta-feira, fevereiro 28, 2025
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“Ainda Estou Aqui” ganha a torcida de indígenas na corrida pelo Oscar


No próximo domingo (2), a expectativa é de que muita gente dê uma pausa nas festas de carnaval para acompanhar — nem que seja rapidinho — uma outra celebração: a do cinema, que acontece lá nos Estado Unidos. É que o Brasil está concorrendo ao Oscar em três categorias: melhor filme, melhor atriz e melhor filme internacional, com o longa-metragem “Ainda Estou Aqui“. A obra traz a história da luta de Eunice Paiva após o marido, o deputado Rubens Paiva, ter sido levado pelos agentes da ditadura militar nos anos 70.

Mas além dessa história trágica de superação, o que nem todo mundo sabe é que Eunice Paiva também atuou como consultora da Funai. Ela teve papel central no reconhecimento dos direitos indígenas e na demarcação das terras Krikati e Awá.

E é por isso que vários povos originários estão na torcida pelo filme brasileiro, como é o caso da Aldeia Inhaã-bé, na região metropolitana de Manaus. Lá no projeto ‘Cine Aldeia’, a partir das 16h desta sexta-feira (28), vão ser exibidos filmes produzidos na região, seguidos por um “ritual da vitória” para atrair boas vibrações na busca pela estatueta do Oscar 2025.

E no domingo, a partir das 19h, a Aldeia Inhaã-bé vai exibir ao vivo a preparação e a entrega do Oscar, também no Cine Aldeia. Quem explica é o documentarista Tácio Melo.

Para além da premiação de domingo, o objetivo do Cine Aldeia — financiado com recursos da Lei Paulo Gustavo — é fazer com que as aldeias dos povos originários não sejam apenas cenários para o cinema, mas que os seus moradores se tornem protagonistas e produtores das próprias histórias na linguagem audiovisual.



Via Agência Brasil

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