Início Educação Desafios globais: estudantes do Paraná apresentam soluções em concurso do Mercosul

Desafios globais: estudantes do Paraná apresentam soluções em concurso do Mercosul


Cinco estudantes da rede estadual de ensino estão concorrendo a três vagas para representar o Paraná na etapa nacional da edição 2025 do Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM). O concurso, promovido pelo Setor Educacional do Mercosul (SEM) e pelo Governo Federal, seleciona trabalhos desenvolvidos pelos alunos com base na temática proposta, que neste ano é “A integração regional e as mudanças climáticas”. A iniciativa oferece um espaço de diálogo e protagonismo juvenil para a formulação de propostas sobre questões de interesse comum nos países do bloco.

O tema é explorado a partir de seis eixos temáticos: inclusão educativa, participação cidadã, direitos humanos, diversidade de raça, etnia e gênero, integração regional e trabalho.

Desta fase, participam 78 estudantes – três de cada unidade da Federação – que são avaliados por suas propostas e desempenho. Destes, 26 serão selecionados para representar o Brasil na etapa internacional do PJM, que acontecerá nos dias 11, 12 e 13 de agosto, em Foz do Iguaçu.

“O Parlamento Juvenil do Mercosul é uma oportunidade valiosa para que nossos estudantes vivenciem na prática o funcionamento das instituições democráticas, ampliem sua visão sobre integração regional e contribuam ativamente para o debate de soluções para os desafios ambientais que impactam toda a sociedade”, destaca o secretário de estado da educação, Roni Miranda.

Elaborados por estudantes do Ensino Médio de diversas regiões do Estado, os projetos selecionados se destacam pela escolha de temas de grande relevância, com ênfase no impacto ambiental.

CLIMA DA AULA – Desenvolvido pelo estudante Guilherme Nunes Mendes, do Colégio Estadual Procópio Ferreira Caldas, do município de Pinhão, o projeto “O clima na sala de aula: como o ambiente impacta na aprendizagem” investiga os efeitos das condições climáticas no desempenho escolar, observando o impacto de fatores como temperatura, umidade e incidência de luz solar na concentração e no aprendizado dos estudantes. 

“O trabalho busca evidenciar como e se as condições climáticas podem impactar a assimilação dos conteúdos ou influenciar o engajamento dos alunos”, explica o estudante.

Como solução, Guilherme propõe ajustes na estrutura escolar e na abordagem pedagógica, incluindo espaços mais arejados, uso de tecnologias sustentáveis e atividades adaptadas a condições climáticas adversas.

REFLORESTAMENTO – Proposto pela aluna Mari Nayeli de Almeida Barbosa, também do Colégio Estadual Procópio Ferreira Caldas, do município de Pinhão, o projeto “Reflorestando nosso futuro” busca reverter os impactos do desmatamento por meio da mobilização juvenil. 

“O trabalho propõe a criação de um programa de reflorestamento em áreas degradadas, sugerindo o envolvimento direto da população no plantio de espécies nativas a partir do incentivo por meio de atividades educativas, oficinas de sustentabilidade e campanhas de monitoramento ambiental”, explica a estudante.

O projeto pretende também enfatizar a importância das florestas na regulação climática e no ciclo da água. 

SEM CARNE – Idealizado por Gustavo Yuji Takazaki Iank, aluno do Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba, o projeto “Segunda-feira sem carne nas escolas” incentiva a alimentação sustentável e a redução da ‘Pegada Ecológica’, indicador que mede o impacto das atividades humanas sobre o meio ambiente, por meio do cálculo da quantidade de recursos naturais necessários para sustentar um determinado estilo de vida, incluindo o consumo de alimentos, energia, água, materiais e a capacidade do planeta de absorver os resíduos gerados, como o dióxido de carbono (CO₂).

A proposta visa estabelecer um dia da semana com refeições escolares sem carne, incentivando o consumo de alternativas vegetais ricas em nutrientes. 

“A produção de carne é um dos principais fatores de emissão de gases de efeito estufa na atmosfera, além das grandes quantidades de água e terra demandadas para a manutenção da atividade”, explica o jovem.

O projeto também prevê a realização de palestras e a elaboração de materiais educativos para sensibilizar os estudantes sobre os impactos ambientais da agropecuária e os benefícios de uma dieta equilibrada e consciente.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS – De autoria da aluna Bárbara Gabrieli dos Santos, do Colégio Estadual Santo Agostinho, também de Curitiba, o projeto “A importância do sistema jurídico para a integração e a necessidade de regras para superar as oposições quanto às mudanças climáticas no Mercosul” foca no papel das leis e tratados internacionais para garantir o enfrentamento conjunto das mudanças climáticas entre os países do bloco. 

Bárbara argumenta que a ausência de normativas comuns e de mecanismos de regulação dificulta a implementação de políticas ambientais eficazes. “O projeto trabalha sensibilizar jovens sobre a importância do direito ambiental, além de  fomentar discussões sobre a implementação de um sistema jurídico integrado para a elaboração de soluções mais eficazes e justas para o Mercosul”, destaca.

ILHA GRANDE – Proposto por Vitória Kassandra Gonçalves, do Colégio Estadual Malba Tahan, de Altônia, o projeto “Conservação do Parque Nacional Ilha Grande: enfrentando o desafio das queimadas” idealiza a criação de um programa de monitoramento e prevenção de incêndios florestais no Parque Nacional de Ilha Grande, localizado na Bacia do Rio Paraná (divisa dos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul).

“A iniciativa sugere a implementação de sensores de temperatura e umidade para identificar riscos, além de campanhas educativas para conscientizar moradores e turistas sobre a importância da prevenção”, descreve Vitória. 

Confira neste link, mais detalhes sobre cada projeto. O processo de votação está aberto e os interessados podem votar por meio deste link.



Via AEN Pr

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