Se o IPTV cair por ação do Ministério da Justiça e pelas polícias, não vai ter nenhum retorno [do gatonet]. Teve muita gente que ficou sem ver a final da Libertadores
Paulo Benelli
A oitava fase da Operação 404, a maior das Américas de combate à pirataria de audiovisual, foi realizada em 27 de novembro, dois dias antes do jogo entre Palmeiras x Flamengo.
Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz lembram que a pirataria de TV paga começou com serviços sendo desviados dos cabos em postes. Mas Benelli explica que os distribuidores de gatonet de hoje operam como uma empresa muito bem estruturada. E bastante rentável para os criminosos envolvidos.
Policiais estaduais que atuaram na última fase da Operação 404 comunicaram o Ciberlab sobre a dimensão de um dos negócios ilegais debelados naquele estado: “Nessa última operação, teve um serviço que lucrava R$ 1,8 milhão por mês só em um estado”, diz Benelli, sem revelar qual estado se referia.
O padrão de vida dos envolvidos com pirataria de TV é outra coisa que impressiona: “Teve um estado que, ao receber nosso reporte de informação, verificou o local em que o alvo morava. Foi fazer um levantamento patrimonial do alvo e viu carros de luxo, condomínio de alto padrão”, diz Benelli. O desfecho foi o criminoso ter veículos e bens apreendidos.
O delegado lembra ainda que o gatonet gera prejuízo não só para as produtoras de conteúdo. Técnicos, artistas, distribuidoras e toda a cadeia do audiovisual também sentem o baque financeiro. É por isso que desmontar operações desse tipo é um dos focos do Ciberlab, que ele coordena.

