quinta-feira, março 19, 2026
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Paraná tem 3º maior rebanho de coelhos do País; olericultura atingiu VBP de R$ 7,1 bilhões



A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) publicou, nesta quinta-feira (19), o novo Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), que traz um raio-x das diversas cadeias produtivas do Estado. O levantamento destaca a cunicultura (criação de coelhos), setor no qual o Paraná figura historicamente como o detentor do terceiro maior plantel do País.

Em 2024, a atividade gerou uma renda bruta de R$ 1,815 milhão no Estado, com um efetivo de 24.170 animais e a produção de 145.660 kg de carne. Segundo o boletim, Foz do Iguaçu lidera o rebanho estadual com 17 mil cabeças, seguida por Francisco Beltrão e Salgado Filho. Além do mercado interno, o setor demonstra potencial exportador: em 2025, o Brasil registrou um crescimento de 145,5% no volume de carne de coelho embarcada para o Exterior.

Já a coturnicultura (codornas) é um setor em franco crescimento. Ele gerou um Valor Bruto da Produção nacional de R$ 600,7 milhões em 2024, impulsionado pelo pelo alto valor nutricional e expansão do consumo de ovos. Na coturnicultura, a exploração pode se dar em três áreas principais: a produção de carne, a produção de ovos e a criação de matrizes (matrizeiros). O efetivo nacional chegou a 15,468 milhões de aves em 2024, um crescimento de 4% comparado aos 14,874 milhões registrados em 2023.

HORTALIÇAS – O boletim também detalha o desempenho da olericultura paranaense, que em 2024 alcançou uma colheita de 2,9 milhões de toneladas e um VBP de R$ 7,1 bilhões. As hortaliças tuberosas, como batata e mandioca, são os grandes destaques, ocupando 53,6% das superfícies cultivadas e respondendo por 44,1% do VBP do setor.

Já as hortaliças-fruto, lideradas pelo tomate, apresentaram o maior preço médio por quilo (R$ 3,11), seguidas pelas herbáceas (R$ 2,91) e tuberosas (R$ 2,01). Juntas, as 15 principais espécies acompanhadas pelo Deral representam 82,4% do VBP total da olericultura estadual.

OUTRAS CARNES – Na bovinocultura, o cenário é de expansão. Em 2025, o abate de bovinos no Paraná cresceu 11,8%, atingindo 1,64 milhão de cabeças, superando o ritmo de crescimento nacional. O peso médio de carcaça dos animais abatidos em 2025 foi de 255kg/cabeça.

No setor de frangos, o custo de produção em fevereiro foi de R$ 4,72/kg, valor que empatou com o preço nominal médio recebido pelo produtor. O Estado, que é o maior produtor nacional, mantém competitividade, apresentando custos inferiores aos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

GRÃOS -O documento do Deral também monitora o avanço da safra de soja e milho 2025/26. A colheita da soja atingiu 70% dos 5,77 milhões de hectares previstos, ritmo ligeiramente inferior aos ciclos anteriores, quando o percentual já superava os 80%.

O milho de primeira safra segue tendência semelhante, com 83% da área colhida. Já o plantio do milho segunda safra alcançou 83% dos 2,86 milhões de hectares estimados.



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