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Retomada das exportações para a Malásia reforça liderança do Paraná na produção de frangos



Com o anúncio da retomada do comércio da carne de frango brasileira com a Malásia, o Paraná se prepara para um reflexo positivo em sua economia. O Estado é maior produtor e exportador de frango do país, responsável por mais de um terço da produção nacional, com destaque para as regiões oeste e sudoeste. O Brasil é líder mundial na exportação da carne. A reabertura de mercado com a Malásia representa a confiança de mais um país no sistema de defesa sanitário brasileiro, que conteve o foco de influenza aviária de maneira rápida e eficaz.

A Malásia não estava fazendo importações por medida sanitária imposta por aquele país desde maio, quando ocorreu o registro de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul. As granjas comerciais do Paraná não registraram casos.

Com retomada dos negócios entre os dois países, a expectativa é positiva para o setor no Paraná. “A retomada do comércio com todos os países é importante para reafirmar a imagem da carne de frango brasileira, que vende qualidade e sanidade para o mundo”, afirma Marcelo Garrido, chefe do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura e do abastecimento do estado Paraná (Deral).

De acordo com Garrido, em 2024 as exportações de carne de frango paranaense para a Malásia renderam, em média, US$ 564,55 mil mensais (US$ 564.551,00). No segundo semestre de 2024, a receita média mensal foi de US$ 371,36 mil (US$ 371.364).

Segundo as Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat/Mapa), a Malásia foi o 46º principal destino das exportações paranaenses de carne de frango, sendo que, no total, houve registro de exportação para 138 países no período. Ano passado o Paraná exportou para a Malásia 4,35 mil toneladas (4.347.661 kg) de carne de frango, o que representou 0,2% do total de 2,17 milhões de toneladas (2.170.630.859 kg) exportadas pelo Estado no período. Esse volume rendeu uma receita de US$ 6,77 milhões (US$ 6.774.612,00), de um total de US$ 4,03 bilhões (US$ 4.028.672.388,00) gerados no período.

Carne de frango – Para se ter uma ideia da força do Estado no segmento de frangos, no 1º trimestre, entre janeiro e março de 2025, foram quase 567 milhões de abates, superando a melhor marca até então de um 1º trimestre, obtida no mesmo período de 2024, quando a produção foi de 556 milhões de unidades. O Paraná também registrou a terceira alta seguida no total de aves abatidas, após as 562 milhões do 3º trimestre de 2024 e 541 milhões do 4º trimestre do ano passado. Os dados são contabilizados oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mesmo período, em todo o País foram abatidas 1,64 bilhão de cabeças de frangos, representando aumento de 2,3% em relação à mesma época de 2024 e alta de 1% na comparação com o 4° trimestre de 2024. Os dados do segmento de frangos mais recentes são do segundo trimestre de 2025, divulgados pelo IBGE em setembro. Foram 558 milhões de abates no Paraná.

Brasil e Malásia – Em 2024 o Brasil exportou para a Malásia 10,52 mil toneladas (10.515.444 kg) de carne de frango, o que representou 0,2% do total de 5,16 milhões de toneladas (5.156.578.235 kg) exportadas pelo Brasil no período. Esse volume rendeu uma receita de 15,92 milhões de dólares (US$ 15.925.542,00), de um total de US$ 9,74 bilhões (US$ 9.741.731.823,00) gerados no período. O Paraná liderou as exportações com 41,3%, seguido por Minas Gerais (31,9%; 3,35 mil t) e Mato Grosso (25,2%; 2,65 mil t).

Em 2025 foram exportadas à Malásia 5,52 mil toneladas (5.517.921 kg), a uma receita de US$ 7,85 milhões (US$ 7.848.459,00). O Mato Grosso liderou as exportações com 37,3% (2,06 mil t), seguido por Minas Gerais (31,7%; 1,75 mil t) e Paraná (13,5%; 747 t). De janeiro a setembro de 2025, o Brasil exportou no total de 3,75 milhões de toneladas (3.754.602.032 kg) de carne de frango, a uma receita de US$ 6,99 bilhões (US$ 6.986.158.915,00).

Área livre – Em junho, o Brasil cumpriu os protocolos do vazio sanitário da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e, desde então, se autodeclara livre da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP). Vários países que mantinham restrições para importação dessa proteína animal brasileira já as retiraram, inclusive a União Europeia, que retomou as importações em setembro.

Como aponta Garrido, o retorno do comércio para a China, em especial, é o mais aguardado. “O país costuma comprar em grande volume e pagar valores acima da média em produtos que não são tão valorizados no Brasil, como pés de galinha”, exemplifica.

Em 2024, segundo a Agrostat/Mapa, a China adquiriu 561,1 toneladas (561.096.651 kg) de carne de frango do Brasil, representando 10,9% do total de exportações, a uma receita de US$ 1,29 bilhão (US$ 1.288.025.493,00). Na sequência vieram Emirados Árabes Unidos (454,93 mil t; 8,8%), Japão (442,98 mil t; 8,6%), Arábia Saudita (370,64 mil t; 7,2%) e África do Sul (324,19 mil t; 6,3%).



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