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Secretário Marcio Nunes cobra agilidade na regulamentação da lei que defende produtores paranaenses de leite



A reunião do Conselho Administrativo da Agência de defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), realizada na manhã desta terça-feira (2) começou com uma apresentação do diretor Renato Resende Young Blood aos integrantes do Conselho Administrativo, sobre algumas das ações realizadas pela Agência. “A Adapar é composta por quatro departamentos, 34 divisões. Então a gente focou em ações que a gente vem fazendo e que são diferenciadas, que são ações de comunicação, de educação sanitária, ações preventivas, e um trabalho específico que é a certificação da produção. São ações integradas com o setor produtivo e os municípios, e que têm trazido um reflexo muito bom para a defesa agropecuária como um todo”, afirmou o diretor.

Após a apresentação, os integrantes da mesa debateram sobre algumas das ações apresentadas e discutiram temas de relevância no agronegócio, como o greening, que vem afetando seriamente a produção de cítricos no Paraná e a influenza aviária, que ainda assusta produtores de frango no estado. Mas a maior preocupação recai sobre dois temas: a cadeia leiteira e a produção de tilápias. Na sua explanação, o secretário Marcio Nunes cobrou agilidade na regulamentação da lei que proíbe no Paraná a reidratação de leite em pó vindo de outras regiões e mostrou preocupação com a liberação de importação de tilápia do Vietnã, que pode prejudicar os piscicultores paranaenses. “Nós podemos pensar na possibilidade de judicializar essa questão ou então agirmos em parceria com os deputados estaduais para criar uma lei impedindo a entrada do produto no nosso estado”, disse o secretário.

Outra preocupação relacionada à tilápia veio depois que a Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) um órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), incluiu a espécie na Lista Nacional Oficial de Espécies Exóticas Invasoras. Para o diretor-presidente da Adapar, Otamir César Martins é o momento de pressionar o governo federal, já que a Conabio vai se reunir em janeiro de 2026 para debater essa questão e existe a possibilidade de possíveis restrições futuras, aumento da burocracia no licenciamento ambiental e até mesmo a exigência de erradicação das criações no país. “A questão-chave é essa definição do que é a espécie invasora exótica econômica e o que é a espécie invasora não econômica. Então essa é uma luta que vai ser feita, mas tem hoje essa autorização da questão no Vietnã e a gente vai tentar trabalhar alguma coisa com relação às exigências que o Paraná pode fazer para a entrada dessa tilápia aqui no Paraná”, afirmou Martins.

A mesa foi composta pelo Secretário estadual de Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes; pelo diretor-geral da Adapar, Otamir César Martins; pelo secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Aldo Bona; pelo presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado Paraná (FETAEP), Alexandre Leal dos Santos: pelo superintendente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti; pelo presidente interino da Federação da Agricultura do Estado do Paraná, Ágide Eduardo Meneguette e por Afrânio Eduardo Rossi Brandão, da Sociedade Rural do Paraná.



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