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Seminário da Defesa Civil amplia discussões sobre segurança de barragens no Paraná



Especialistas de órgãos governamentais, da Academia, além de empreendedores, participam nesta quinta-feira e sexta-feira (30 e 31) do 2º Seminário Estadual de Segurança de Barragens. Organizado pela Coordenadoria de Defesa Civil do Paraná, o encontro discute boas práticas de prevenção e de respostas relacionadas à temática.

O evento reúne 85 pessoas, entre profissionais da área e coordenadores municipais de defesa civil e propõe, também, diálogos alinhados ao tema definido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, que neste ano é “Financiar a resiliência, não os desastres”. 

Realizado no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, o seminário estadual fecha as ações do calendário oficial do mês de redução de risco de desastres (RRD) desenvolvido pela Defesa Civil do Paraná.

A gestão de segurança de barragens lida diretamente com vidas e sua condução de forma segura é responsabilidade dos empreendedores, das defesas civis municipais e estaduais e órgãos fiscalizadores. A integração e diálogo de todos os envolvidos no setor foi destacada pelos participantes do encontro.

“O seminário é um sucesso, pois nos traz todos os aspectos a que nos propusemos, ou seja, pontos de vista de diferentes ângulos, do órgão fiscalizador, da parte técnica, dos empreendedores que fazem as gestões das maiores barragens do Estado e de instituições com capacidade de resposta”, afirmou o chefe da Divisão de Gestão de Riscos da Defesa Civil do Paraná, major Daniel Lorenzetto.

O engenheiro civil do Instituto Água e Terra, Osneri Roque Andreoli, enfatizou a importância entre diversos setores para que a segurança de barragens de água seja realizada com sucesso. “É muito importante a Integração entre o órgão fiscalizador, o IAT, e a Defesa Civil. Quando se tem um plano de ação de emergência do empreendedor, os planos de contingência da Defesa Civil e a fiscalização do IAT se interligam”, ressaltou.

Isabela Cristina de Oliveira Antunes da Silva, engenheira da Copel, fez palestras sobre a legislação de segurança de barragens para o setor elétrico e a atuação da companhia nessa área. Ela também reforçou a importância do evento para o País. “O seminário é uma iniciativa muito importante. Estamos aqui para disseminar a cultura da segurança de barragens. O Paraná tem focado nesse tema, o que deve servir de exemplo para outros Estados”, afirmou.

TRABALHO EM BARRAGENS – O Governo do Estado vai fechar 2025 com mais de três mil barragens com lâmina d’ água superior a 10 mil metros quadrados vistoriadas em todo o Paraná. A primeira fase do projeto, de 2023, alcançou 800 empreendimentos. A segunda etapa, finalizada no ano passado, inspecionou outros 1.600 complexos. Mais 400 estruturas serão verificadas neste ano.

A iniciativa é desenvolvida por meio de um contrato de gestão entre o IAT, autarquia fiscalizadora de segurança de barragens no Estado, e o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), que contribui com a identificação dos empreendimentos por sensoriamento remoto e a coleta e análise dos dados. O investimento total do Governo do Estado é de R$ 7,1 milhões.

O levantamento tem como objetivo promover o reconhecimento das barragens do Paraná por meio de visitas técnicas para identificar, coletar e cadastrar informações sobre os empreendimentos utilizados para acumulação de água ou de resíduos industriais e agrícolas. Após a conclusão das visitas técnicas, essas barragens serão classificadas quanto à Categoria de Risco (CRI) e Dano Potencial Associado (DPA).



Via AEN Pr

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