No dia 10 de fevereiro, um oficial de Justiça procedeu à intimação da empresa, na pessoa do advogado Lucas Santos de Sousa. “Na mesma data, determinei a intimação do representante legal da Rumble para comprovar, no prazo de 48 horas, o cumprimento da legislação brasileira e da decisão judicial, assim como a regularidade e validade da representação legal da Rumble”, escreveu Moraes.
Quando isso ocorreu, o advogado indicou que não era o representante legal da empresa. Na ocasião, ele afirmou que não tinha poderes para “receber citações ou intimações nessa qualidade”. “Além disso, esclarecemos que, conforme instrumento de procuração já juntado aos autos desse inquérito, possuímos poderes apenas de representação processual para os fins discriminados”, explicou.
Rumble foi criada em 2013
A plataforma de vídeos surgiu em 2013, como uma alternativa ao YouTube para vlogueiros e criadores de conteúdo independentes. Seu layout e navegabilidade são bastante similares aos da plataforma do Google, que completou 20 anos neste mês de fevereiro.
Originalmente, a empresa é canadense, com seu primeiro escritório em Toronto. Até 2021, o site era relativamente desconhecido, afirmou ainda o jornal Toronto Star. Seu objetivo seria permitir que criadores compartilhassem conteúdo sem competição com grandes marcas e os vídeos de maior sucesso mostravam gatinhos e bebês dançando.
Estopim da marca foi em 2021, quando Trump perdeu eleições e redes “tradicionais” começaram a banir vídeos incitando ódio. Usuários que divulgaram vídeos da invasão do Capitólio, diversos deles incitando maior violência, foram banidos de plataformas como o Instagram e o Facebook e acabaram migrando para continuar publicando seu conteúdo. Nessa época, a Rumble “explodiu” da noite para o dia e atingiu valor de US$ 500 milhões.

