De leprosário criado em 1926 a referência no atendimento em dermatologia, ensino e formação, o Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, localizado em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, comemorou, nesta sexta-feira (26), os 100 anos de história e o projeto de ampliação da instituição. O hospital é mantido pelo Governo do Estado e gerido pela Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas)
A festividade reuniu todos os funcionários, pacientes, além de autoridades. A programação especial contou com a participação do Coral Paraná, do Governo do Estado, além da premiação dos vencedores do concurso Urban Sketches de artes feitas sobre o hospital.
A comemoração também é para o próximo passo do hospital, que recebeu um investimento de R$ 39 milhões do Governo do Paraná, através da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), para ampliação das instalações. Será construído um Ambulatório Médico de Especialidades (AME), centro cirúrgico com duas salas, 12 leitos, centro de diagnóstico e serviço de oxigenoterapia hiperbárica, utilizado como recurso complementar no tratamento de feridas complexas e crônicas.
“O hospital tem uma história de atendimento à população e foi evoluindo conforme a medicina também evoluiu. Desde 2020 foi feita uma reestruturação dele que o transformou em um núcleo não só de atendimento, mas de pesquisa e ensino sem deixar para trás sua história, que também está em sua estrutura com o Museu São Roque”, contou o secretário de Estado da saúde, César Neves.
A reestruturação de 2020 colocou o hospital como importante centro de tratamento para pessoas com psoríase, eczema, doenças vasculares, lesões de pele e feridas de difícil cicatrização. Os serviços incluem consultas médicas, estomaterapia, curativos especiais, fototerapia, procedimentos dermatológicos e atendimento multiprofissional nas áreas de fisioterapia, nutrição, psicologia, serviço social e terapia ocupacional.
A instituição também passou a contribuir diretamente para a formação de novos especialistas. Em 2023, implantou o Programa de Residência Médica em Dermatologia, autorizado pelo Ministério da Educação (MEC).
Em 2026, ano do centenário, a unidade formou a primeira turma do Programa de Residência Médica em Dermatologia, fortalecendo a atuação do hospital como espaço de assistência, ensino e aperfeiçoamento profissional.
A unidade ainda promove simpósios e capacitações nas áreas de hansenologia, dermatologia e tratamento de feridas, reunindo profissionais de diferentes regiões do Paraná.
A diretora do hospital, Maristela Zanella, reforça o caminho da entidade nestes 100 anos, quando foi construído como um leprosário para atendimento e isolamento dos doentes em uma estrutura inicial de mais de 20 alqueires, que funcionava como uma pequena cidade, com casas, igreja, cinema, cemitério e uma cadeia. “As políticas sanitárias no Brasil pensavam no isolamento de quem tinha hanseníase, mas a medicina evoluiu e o hospital também. Hoje somos um centro de assistência e também de pesquisa e ensino e agora vamos ampliar ainda mais para seguir essa vocação de atender quem precisa”.

