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Paraná garante destaque no Mundial do Queijo do Brasil 2026



O Paraná reafirmou sua excelência técnica na 4ª edição do Mundial do Queijo do Brasil, realizado em São Paulo. Em uma disputa que reuniu os maiores talentos da alta queijaria do país, o estado conseguiu 26 premiações. Doze queijarias assistidas pelo IDR-Paraná conquistaram dois prêmios Super Ouro, dez Ouros, cinco Pratas e oito Bronzes. Além dos queijos, foram premiados outros produtos como manteiga, doce de leite e iogurte. O Biopark, ecossistema de inovação de Toledo, que mantém parceria com o Instituto, conquistou o bicampeonato do título de “Melhor Queijeiro do Brasil”, além de mais quatro medalhas.

Nesta edição, o Biopark competiu com mais de dois mil queijos, vindos de 30 países. Entre os destaques, o Passionata, produzido pela Queijaria Flor da Terra, eleito um dos nove melhores queijos do mundo no World Cheese Awards 2024, foi escolhido como o 3º melhor queijo do Mundial do Brasil, na categoria Campeão dos Campeões. O queijo Abaporu (Flor da Terra) conquistou o Super Ouro; o Deleite (Flor da Terra) levou a Prata; e o Granato (Queijaria Ludwig) ficou com o Bronze.

A Queijaria Deleite, pertencente a Márcia Martins, de Londrina, conquistou o prêmio Super Ouro em duas categorias: o queijo Frescal Deleite e o queijo Vale do Heimtal. Além disso, a manteiga maturada e o queijo Pé Vermelho, fabricados pela Deleite, obtiveram o prêmio Ouro. Uma premiação Prata foi concedida ao queijo do Vovô e um Bronze para o Azul Celeste Dolte.

Jeferson de Oliveira, proprietário da queijaria Bella Luz, de Guarapuava, recebeu quatro premiações Ouro: Queijo Colonial, Queijo Colonial Maturação de 30 dias, Queijo Colonial 45 dias e Queijo colonial com vinho. O empreendimento Queijos da Oma (Palmeira), de Marwin David Dyck, recebeu Ouro pelo queijo tipo Morbier de Café e pelo  queijo de casca lavada Dona Ida. Ainda receberam a premiação Ouro, a agroindústria Queijos São Gabriel, de Verê , com o queijo colonial ao vinho tinto, e a Queijaria Rancho Zulian (Rio Branco do Ivai), de Lilian de Souza, com o queijo artesanal Morro da Pedra.

A premiação Prata foi conquistada pela queijaria Produtos Elis, de Elis Colombi (Diamante d’Oeste) com o Queijo Fumacê; Queijaria Santo Expedito (Palotina), de Alcélio Bombacini, com o prêmio pelo queijo A Múmia e pelo Queijo com café; Queijaria Lita (Paranavaí) com o queijo Lita Vino.

Os queijeiros paranaenses que conquistaram a premiação Bronze foram: Marcia Terezinha Ludwig (Cascavel) pelos queijos Granato e Parmareal; Ozana Kaveskim,  da Queijaria Serra dos Macacos (Nova Laranjeiras), pelo queijo Lady Dani, João Eduardo Gomes, da Queijaria Madalena Queijos (Maringá), pelo Iogurte Natural; Marwin David Dick, da Queijaria da Oma (Palmeira), pelo queijo Colonial Meia Cura;  Elis Colombi, da Queiiaria Produtos da Elis (Diamante d’Oeste) pelo doce de leite Zero Lactose e Alcélio Bombadini, da Queijaria Santo Expedito (Palotina), pelo queijo Triplo Malte; Katia Carvalho, Da Nova Queijaria (Nova Esperança)  com o iogurte de abacaxi.

IMPACTO SOCIAL E EXPANSÃO ESTADUAL – O impacto da premiação extrapola o ambiente da competição. O modelo de formação e assistência aos queijeiros, desenvolvido pelo Biopark e IDR-Paraná, utiliza o rigor metodológico para que famílias rurais possam fabricar produtos de alto valor agregado., ou seja, queijos que podem atingir até três vezes o preço de venda de um queijo comum. Com um investimento de R$ 3,8 milhões, em parceria com o Governo do Estado, o projeto atua no Oeste do Paraná e deve se expandir para as regiões Sudoeste, Norte-Pioneiro, Centro-Oriental e Metropolitana de Curitiba. O objetivo é consolidar o Paraná, segundo maior produtor de leite do país, como um dos principais polos de queijos finos da América Latina.

QUEIJOS PREMIADOS – Passionata: maturado com utilização de infusão de maracujá, é um queijo sofisticado que equilibra acidez, frescor e cremosidade. Feito com uma ousada combinação de flores comestíveis e sementes de maracujá, foi eleito entre os 10 melhores queijos do mundo (9º melhor mundo), segundo a competição World Cheese Awards 2024.

Abaporu: releitura moderna de técnicas tradicionais adaptadas para o público consumidor brasileiro, utilizando madeiras aromáticas nativas durante o processo de maturação. O resultado é um queijo extremamente cremoso, rico em sabores complexos, visando uma experiência sensorial ainda mais impactante e menos tradicional no nosso país, a peça inteira do queijo pode ser forneada e seu interior consumido  derretido.

Deleite: especialmente maturado para obter um perfil de sabor complexo e frutado, tem notas de avelã, é equilibrado, versátil, desenvolvido para agradar a diferentes perfis de consumidores.

Granatoo: com mais de 6 meses de maturação, tem sabor intenso, textura quebradiça e sabor picante/salgado, inspirado em queijos duros italianos.



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