A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems-PR) realizaram nesta terça-feira (27), em Curitiba, a 5ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2026. O encontro contou com gestores estaduais e municipais para definir rumos e pactuar novas diretrizes para a saúde em todo o Estado.
A ampliação da Triagem Neonatal no Paraná foi o primeiro tema a ser apresentado. O Estado do Paraná detalhou a ampliação de 7 para 51 exames e o processo de implementação da triagem, incluindo o convênio com a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (FEPE) , para a realização de exame de DNA para doenças raras. A iniciativa mostra como o Estado vem expandindo o Teste do Pezinho, permitindo detectar com agilidade diversas enfermidades graves antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas, garantindo tratamento imediato e mais qualidade de vida para os bebês.
O rastreamento organizado do câncer do colo do útero, pelo teste DNA-HPV, também foi demonstrado durante o evento. A previsão é que até o final do ano mulheres de 256 municípios paranaenses façam o seu preventivo pelo novo exame.
“E vacina, é proteção. Estamos trabalhando para que, até 2030, o Paraná esteja livre do câncer de colo do útero”, honrando o compromisso internacional de eliminação deste câncer como problema de saúde pública, destacou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.
Em seguida, o debate avançou nas pactuações que envolvem a saúde das mulheres e a Linha de Cuidado Materno-Infantil. Os gestores definiram regras para a assistência de crianças com Cardiopatia Congênita; aprovaram a nota técnica sobre a alta qualificada das maternidades, e regulamentaram o acesso a métodos contraceptivos no SUS, como o DIU e o implante subdérmico.
A reunião ainda abordou diretrizes e o fluxo de acesso ao processo transexualizador na modalidade hospitalar no Paraná, a partir de deliberações anteriores da CIB/PR e da habilitação do Complexo do Hospital de Clínicas, da UFPR, para os procedimentos cirúrgicos a pessoas que estão sendo atendidas por pelo menos dois anos nos ambulatórios CPATT – Centro de Pesquisa e Atendimento a Travestis e Transexuais.
Também foi aprovado o Plano Estadual de Segurança do Paciente até 2030 e estratégias de monitoramento da qualidade da água em hemodiálise.
Apresentando o projeto piloto da vigilância do óbito por doenças diarreicas agudas (DDA) que será desenvolvido em Maringá e Ponta Grossa e a atualização das grades do Plano Diretor de Regionalização da Saúde.
A adesão do Paraná à Rede Nacional Vigidesastres também foi discutida e aprovada. “Não muda o que já temos organizado no Estado, desde o Gabinete de Gestão Integrada, por conta dos impactos do El Niño, mas, trata-se de uma organização nacional importante levando em conta os atuais eventos climáticos”, destacou Maria Goretti.
Dentre os informes prestados na reunião, destacam- se a expansão da Teleconsultoria em Saúde do Trabalhador na 17 Regional de Saúde e a atualização do Plano de Ação da Rede Alyne.

